Eu dependo de idiotas

De todas as maneiras possíveis! E quando choro de raiva, quando sou grosseiro e egocêntrico. Em momentos de medo e de total insegurança. Sobre as lutas e os desesperos que monto. Nos lugares bonitos e[…]

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O que ouvimos em silêncio?

Desertos, mares, florestas e vastos campos de culpa. Que sons ouvimos quando a ostentação e a auto promoção se cala? Que cacofonia ritmamos nas obrigações que não cumprimos? Quais medos guardamos e quais medos sentimos?[…]

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No canto da estrada

Ele tinha por volta dos setenta, essa era a idade que eu supunha ver estampado no cansaço que só dele exalava. Era pura dor de vida! Suado, marcado com os cantos das unhas sujas, me[…]

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Em posição de dizer dane-se

Então quem? Talvez o milionário, o famoso, o intelectual. O poderoso, o corajoso, o colossal. Quem? Todos devedores monetários, sentimentais. Devedores temporais, idealistas. Todos aprisionados. Nascidos livres, hoje reclamados e aclamados sem liberdade. Iludidos, enganados[…]

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Iludida

Era entre os tipos de flores, cravos para campo ou as clássicas rosas para o então matrimonialismo a ser realizado. Dia a pós dia, repassava incontestadamente a perfeição de uma união que deveria se tonar[…]

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Precisada

Ainda sonolenta pelo peso das noites densas do meio da semana, abre os olhos grudados pelos pingos da fada da noite. Em primeiro, ajeitando a cama e o cabelo, prepara-se para o clique do dia.[…]

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Insegura

Era o canto esquerdo do ônibus, o lado mais atingido pelo ar gélido do condicionador. Ela sentada, desfrutava do diferente vestido anormal ao cotidiano blazer costumeiro. Ouvia as conversas machista e sentia os balanço do[…]

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Damas

Eram quatro e trinta e cinco de uma tarde de março. Sentada na cadeira do escritório de alguém, cutucava os cantos das unhas de fibra e relembrava as piscadas bregas do moreno no bar do[…]

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Descaso

O que está acontecendo? Quando foi que começamos a ter o direito de tratar pessoas como lixo? Quem foi que nos ensinou que belos, ricos, intelectuais tem direito a ser humanos melhores? Ignorando limites, fingindo[…]

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Não servimos para namorar

E então adentramos sem celular na mão, esperamos encontrar pessoas incríveis, com papos mirabolantes, com relações reais, e mesmo assim, voltamos para casa sozinhos. Somos invisíveis num mundo de status onde as pessoas não vão[…]

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Treinado a ver sem olhar

Todos soldados, atravessadores de desafios impossíveis, julgados novatos por toda a vida onde a vida munda as regras que não sabemos ver. Sempre ligados aos sentimentos, que cheiramos, que ouvimos, que colorados ardem. Sempre atentos[…]

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Abusivos

Sofridos ou causadores, segredos regredidos a motivos que todo abusivo abuso causa, cria, monta. Sempre propícios a ir além do deixado limite de alguém, de algo, para algo só nosso. Sempre buscando os limites da[…]

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Empáticos

Marcados por grilhões sentimentais. Ilhados espalhados por montanhas de estimas e achismos, melosos e palpáveis. Sempre tão acessíveis! Não mais empáticos, não mais, não. Incapacitados de ver o outro com carinho de quem senti, sempre[…]

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O que você faz com a raiva?

Eu ainda me pergunto como os pássaro voam dois mil quilômetros sem se perder, sem bater, sem temer. Ainda me pergunto como fazem quando não conseguem. Pássaros que perdem os ovos para as raposas e[…]

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Ego

O nosso velho excesso de consideração. Como escrever sobre como olhamos para nós mesmo? Como escrever a visão perfeita dos nossos julgamentos? Como ler que somos frutos das experiencias que vivemos e não vemos como[…]

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Autenticidade

Um crime sem precedentes aparentes contra a sociabilidade que só o igualitarismos mórbido das “mesmas coisas” pode nos dar. Ser alguém que você pode confiar, hoje gera muita desconfiança. Culpados por todo esse “pé atrás”,[…]

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A rebelia

É, eles querem nos intimidar! Querem que sejamos legais, educados, cordiais. Querem certezas dos nossos progressos, riquezas. Querem ler nossos nomes em artigos de jornais. Querem que possamos divertir a eles. Querem nos ter como[…]

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Esperançosos

Necessitados por esperar positivamente o resultado de algo que não controlamos. Tão incapazes de sustentar o fardo racional de nossas próprias falhas. Tão patéticos e éticos em aceitar o medo esperando milagres. A esperança não[…]

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Doentes sentimentais

Sempre em constante tratamento, com todos os argumentos para estar melhor agora quando perguntado, no fim doentes. Amargurados, sofridos, ilhados. Progredidos regredidos ardidos pelo desprezo do mundo. Mais racionais e ilegais. Mais solitários rodeados de[…]

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Reclamões

Fugitivos dos motivos, desculpados dos acasos que causamos, certos dos erros que entregamos para que outros se sintam mal, patéticos declamadores do jeito nosso de fazer o certo, auto decretados inocentes e inconformados com as[…]

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