Era apenas um banho

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O plano era esse.

Eu francamente acho que depois do primeiro café, tomar um banho é uma coisas mais prazerosas do meu dia. Tem uma média de vinte minutos, a água está sempre quente e se vier com papo de banho frio eu te convido a parar por aqui. Estou te convidando a sair do seu dia de merda e aprender a gostar das coisas.

As sete e meia, essa geralmente é a hora que eu acordo. Nada de mais, eu tomo banho e esse banho não é igual ao do parágrafo de cima, esse é só um dos banhos que eu não lembro. Coloco minha roupa e meus prazeres começam ai. Sabe a sensação de quentinho do banho para a calça jeans e o casaco, justo.

Eu tenho que estar no trabalho as oito e meia, três minutos de carro se ninguém estacionar um canhão na rua, se estacionar eu aviso o vigia e filo um chá na escada com meu pai enquanto geral abre espaço para eu sair, sem briga, to em casa pô.

No carro eu ouço alguma música modinha pra entender se eu to ligado na que ta rolando, geralmente a musica tem quatro minutos e eu aproveito o conforto do banco do meu gol 95 que nunca me deixa na mão e não tem aquela prestação que comeria todo dinheiro que gasto com comida boa e roupa sem estampa.

Chego no trabalho e logo depois o primeiro café do dia me dá um tapa e me entrega uma lança e um escudo, todo mundo mata leões. Até o almoço nada passa reto, a vida é dura e divertida. Uma hora e meia no meio do dia é o período em que eu como algo saudável e discuto hipocrisia e religião. Quase a mesma coisa né.

Eu saio as dezoito, os mesmos quatro minutos e a mesma musica. Em casa eu tiro a roupa, não uso roupa em casa, foda-se. Essa é a parte do meu dia que eu chamo de felicidade, vinte minutos de água quente, sabão dove, cheiro de chuveiro e tentativa de acertar a musica modinha do carro. Porra o banco do meu gol é bom pra caralho, olha que ele é 95.

 

 

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