As conversas que nos prendem

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Não sei gostar de tudo que falo.

Geralmente estamos sempre entusiasmados a conversar sobre temas que dominamos. Geralmente não dominamos nada por completo simplesmente por que cada um pode ter uma opinião sobre o assunto.

Ter opinião formada e refinada pela canseira dos diálogos de roda é um trunfo que só você acha fundamental ter. Em grande maioria das vezes, ninguém está ligando a mínima para o que você acha das coisas.

Durante a rotineira metamorfose dos prazeres, estamos dispostos a mudar de opinião muito poucas vezes em comparação a quase tudo.  Mudo de opinião quando estou comprovadamente errado, se não estiver lúcido do erro eu morro testemunhando a minha verdade.

Vivemos tempos de certezas aceitadas, verdades doadas e complexos injetados. Vejo pessoas que não sabem os próprios motivos para a vida que levam ou os problemas que tem. Eu gosto de um bom papo em que não domine o assunto, gosto do confronto ideológico pela lógica a ser alcançada. Quem não gosta de um desafio?

Às vezes, me prendo a assuntos por dias, às vezes não me prendo a assunto nenhum. Eu gosto é de conversar, gosto de ouvir a opinião mesmo que contraria, gosto de saber que cada um tem uma bandeira e ela não tem que ser igual.

Eu, francamente, não gosto de tudo que eu falo, mas em contra partida, amo profundamente o que eu acho sobre isso. As conversas que me prendem são geralmente opiniões de pessoas que amam tudo que acham sobre as conversas que tem. Tipos raros de conversas são essas que eu tenho.

 

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