Uma medalha chamada cansaço

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Todos temos justificativas perfeitas para tudo, somos um conjunto muito bem engendrado de desculpas ridículas. Fato.

Não é novidade a ridícula tentativa de ostentação em que nos empenhamos diariamente. Somos em suma, garimpeiros dos mais estapafúrdios métodos de plenitude a serem invejado. Somos donos das atitudes mais hipócritas e involutivas de todos os seres da terra, sem dúvida.

Já perdi as contas de quantas vezes me controlei para não responder a uma afirmativa que justificasse o dia com um “eu to cansado”. Não compreendo porque me contar a enfermidade poderia diminuir a dor. Não sei bem a razão de reclamar para outra pessoa um problema meu.

Existe um vazio em todos nós, me poupe da explicação religiosa sobre esse espaço, estou referenciando essa estúpida necessidade de preocupar ou ostentar medalhas da própria rotina, como se devêssemos ser aclamados por sermos comuns.

Sim, você, eu e todos nós, somos comuns. Elos frágeis de uma grande corrente que sustenta cortinas morais. Somos tudo, menos esses potinhos com tampa que cismam em tentar encher com medalhas.

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