Tempo de fotografar

Ainda me lembro de 2017!

Posso explicar com era viver lá. Época boa sem sombra de dúvida! Tempos forrados do imediatismo cibernético, o mesmo diferente do então conturbado mas apaixonante tempo que levava a surpresa para chegar na curiosidade. Era 2017 se não me engano.

Nem sei como explicar de forma racional. Tinhamos que mostrar tudo que estávamos fazendo na velocidade das mentiras coloridas de férias sem fim. Eramos argumentadores dos instantes de pose diante dos então conectados “smartalgemas”. Não ri! Eu andava sim com um telefone o dia todo.

Lembro que tinhamos dezenas de “redes” que apenas apanhavam inveja. Eram “sociais” apenas na vontade de serem infinitas. Ninguém mais existia de verdade. Eram fotos com a mesma pose perfeita e eleita em todas as eleições dos cliques ou curtidas sem fim. Lugares lotados de humanos montados como “lego”. Eram dias de academias cheias de esperança de uma vida menos culpada. Eram estudiosos de profissões que nunca gostaria de amar.

Não era tudo ruim, admito! Eu ainda bebia aguá pura e acredite, eu lavava o carro com ela. Existiam lugares despovoados e ilhados que você podia ficar “sozinho”. Isso ai, eu cheguei um dia a achar que eram sensações extraordinárias as que eu acordava sentindo. Eu não tenho fotos da época de fotografar. Eu escrevia e se paguei a estadia, você pode ler a cor do cheiro no som do que realmente tocava o que eu amei ser.

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