A maravilhosa forma brutal de viver e ser comum

Para mim sempre foi pesado, intenso, complicado e trabalhoso. O método sempre foi horroroso.

Fui criado para fazer o impossível. Era impulsionado pela pressão vergonhosa de não ter nascido sabendo. Para o meu pai, eu só tinha uma oportunidade de fazer o certo, errar nunca foi opção, não saber não era a resposta certa.

Eram dias de acertos forçados por toda a pancada pesada das tentativas repetidas no mais lucido motivo de acertar. Eu tinha sempre que conseguir. Reclamando de não parecer o normal de quem tão novo tinha a brutal necessidade de ser capaz de tudo, eu treinava.

Nunca um acerto e sempre o básico a ser feito, era tudo que eu tinha. As vezes o choro queto apertado na sombra da próxima tentativa. Eu fui forjado. Nada mas era impossível. Separado ou ilhado, afastado do objetivo eu simplesmente nunca estava. Era tudo obrigação de saber ou não.

Intocável, impenetrável e sem medo do que a lógica não explica. Não faz mais parte de mim não saber. Assim para como eu fui treinado, me tornei um apaixonado pelo que simplesmente não fui testado ainda. Para quem da vida não recebe nada de graça, eu acho graça de quem pensa que isso me afeta.

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