O smartfone do meu pai

Para um desconectado.

Serão ainda dias em que vou cortar dobrados explicativos a quem com todos os adjetivos me nega pedir ajuda. Serpentado no intocável teclado touch, gordurava-se as pontas do dedos diante a entender para que tanto.

Meu pai, o ponto mais longe da hipócrita mania de ser quem não pode ser. Um exemplo de falta de necessidade comunicativa. O dialogo mais humano que tenho com as falas e o cheiro de guardo do antigo chapéu sombreado estilo europeu. O ultimo humano que sentado ao seu lado é só seu. O ultimo humano não dividido pelo luminoso e barulhento instrumento separatista movido a 3g ou wifi. Meu pai!

Como todo o movimento repetido, foi assumido que era necessário “smartificar” meu pai. Me mostra agora ele, o que não faz questão de aprender, e para me surpreender, diz-me que o Smart em sua posse é apenas e forma agora precoce de ver a hora melhor. Meu pai, a forma exemplar de ser ou ter a vida toda sobre controle.

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