Evolutivamente regredidos

Sentir prazer em fazer as coisas mais simples do planeta. Você não?

Depois de uma vida toda de buscas ao “incrível”, hoje eu só quero montar um armário com perfeição. Por que depois de tanto, tão pouco me deixa feliz? Será que os dias de batalhas árduas me remetem aos prazeres inconfiáveis do banal? Eu amo regredir ao fundamental.

Ao longo de todos esses anos, eu encontrei laços de hoje com muito tempo atrás. Do churrasco dos dias atuais aos assados embolados de gerações vitais para o progresso de quem pensa estar inovando. Fazemos tudo igual aos tempos de muito antes.

Pode parecer estranhos, mas estamos evoluindo para termos mais possibilidade de fazer coisas simples de forma mais complicada. Os carros de hoje andamo como os de sempre, os de hoje mais que os de ontem, mesmo assim, ainda os de ontem ganham mais valor que os de amanha. Regressão da evolução que faz a mesma coisa de forma diferente.

O meu, o seu, o nosso maior prazer é dizer que fez algo que sempre desejou pagar para fazerem. Montar o armário me engradece mais que ser grandioso. As possibilidades do mundo talvez não me completem. Se os dias se repetem, eu tenho que fazer menos para ter mais tempo para tudo que ainda não montei. Tempo para o banal é tudo que você busca no final.

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