A sandália que machuca o seu pé

 

Até quando apertar e calejar a vida com as coisas mais inúteis do cotidiano?

De todo tempo que temos, de tudo que sempre quisemos, esmagados nos desejos que criamos baseados nas ultimas invenções, estamos. Das visões dos ilustres destemidos, das minussas dos contratos que lemos, confundimos. Nada temos, nada justifica.

Para o elogio do comum, para a inveja do normal, desfilamos. Com fome e eretos nos apertados limites do necessário, envergonhamos.

Perdidos entre as pesquisas compradas, deslumbrados pelas verdades montadas, dormimos e acordamos. Francamente, eu não sei o por que nos apertamos nas futilidades inúteis do cotidiano. Sandálias caras essas.

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