Carta aberta ao desespero

Se você estiver de acordo, eu quero trégua.

É sempre uma correria sem fim, para no fim, justificar toda a correria! É sempre uma busca platônica por tudo que nem queremos de verdade. Por mim, eu desisto!

Perco quase tudo que passo todo o tempo lutando para manter. Perco meu tempo tentando controlar o que deveria ser auto suficiente. Perco minha coragem com essas abordagens alinhadas dos hipócritas que me exigem. Perco meus sonhos sonhando demais.

Eu não quero mais ser um desesperado. O que não der, não deu, e ta tudo certo assim. Se não estiver perfeito, mesmo com o trato feito, tá ideal. Meus cansaços multiplicam minhas desculpas e minhas culpas me libertam dos motivos que só eu acredito. Tenho dito, eu quero trégua.

Eu me irrito escrevendo o que ao vento me parece lançado. Me parece um pecado insulto quando o único inculto é ter que pedir permissão. Eu me nego o desespero. Quem quiser que venha, me criticar ou ajudar, seja lá como for, que venha, eu quero trégua mesmo que seja assim, de forma desesperada!

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