Carta para quando você for sozinho

Escrevo eu conclusivo e abusivo a esse seu jeito de não saber ser você mesmo. Sim, você não sabe!

Hoje não mais capacitado a se quer mergulhar numa dúvida sem consultar um oráculo online. Um eterno fugitivo de frios na barriga e de ilhas sem rede móvel. Hoje, parte de um geração de geradores de conteúdo sem nenhum conteúdo. Sim, você!

Incapaz de supor conclusões, tornamos fundamentais meras aglomerações. Ostentando ser menos fracassados que os outros, fracassamos. E crescer, vamos quando? Será que essa geração cresce? E se eu desligar a internet, quem é você?

Para quando você for sozinho, mergulhado no só seu quarto do pânico, almoxarifado do medo e do desespero, eu aconselho. Se por acaso, isolado em todos os olhares que esperam um boa opinião, você puder ter mais de cinco minutos de conversa sem olhar o telefone, eu aconselho uma visão mais ampla de ser sozinho. Ainda não podemos ter razão sobre o caminho, mas podemos com toda razão criar novos passos mesmo que totalmente errados. Se orgulhe disso, muito!

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