Comentário do leitor

 

Es que agora escrevo não só a meu grado. Es que para bom grado de todos que leem, eu escrevo sobre o que não agrada também.

Para meu leitor crítico ao autor, eu leio meu achismo depois de achar que quem lê sofre o mesmo. Não é apenas o que eu sei, é a tentativa de tocar o lugar mais calmo da alma minha e de alguém. Minha pretensão não é nada além!

Para quem lê, entendi que talvez só de mim há palavras. Para quem sente e compartilha a vista finda da minha ilha acalorada, vê muito mais que só a alvorada dos meus escritos artísticos. Eu não falo de mim, por mim!

Não sou um transcrevedor do ardor espalhado como um fardo pesado aos meus poucos motivos para qualquer coisa. Eu escrevo sem esperar que o leitor se encontre, não posso querer mapear pontos perdidos entre o elos frouxos de cada sentimento. Se os meus não se ajeitam, como posso eu ajeitar como palavras os sentimentos doutro?! Eu só escrevo, e só, e mais nada.

Se de mim parece narrado o fardo só meu, compartilho o entusiasmo de saber de mim o que talvez o leitor não encontre em si. De mim, nem eu sei com certeza. Só escrevo!

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