Desculpa, ele só escuta gestos

Surdos, cada dia menos ouvidos, cada dia menos ouvintes. Videntes, olhando onipotentes a incrédula vida dos que não são, não fazem, não podem por merecimento. Talvez minha, talvez sua falta de talento em viver direito.

Aparatados das palavras mais convincentes. Orgulhosos das malandragens que sobrevivem em meio ao pouco tempo e conhecimento do real fazedor, multiplicam-se eles. Nojentos aproveitadores das dores de quem faz. Protegidos pelo desgraçado dom da esperteza, desonrados.

Ainda caminhando, diante a esses planos que desconhecemos, surdos. Sobreviventes das batalhas lustrosas que agora nos fazem observadores pelos estampidos dos canhões, só ouvimos gestos, só sentimos valor em quem faz!

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