Doentes sentimentais

Sempre em constante tratamento, com todos os argumentos para estar melhor agora quando perguntado, no fim doentes.

Amargurados, sofridos, ilhados. Progredidos regredidos ardidos pelo desprezo do mundo. Mais racionais e ilegais. Mais solitários rodeados de muito tudo. Divulgados perfeitos nos efeitos do aplicativo conveniante ao instante aparente. Vastos campos de medo, brancos montes de gélidos sentimentos guardados a força!

Diretamente cometidos ao pessimismo de Schopenhauer, quetos choramos a falta de curas eficazes as nossas doenças saudáveis de quem hoje diz estar melhor, sozinho, amargo, sofrido pelo árduo tumulo em que enterramos a doçura que tínhamos antes de começar realmente a viver e ver que doer só adoece. Eternos doentes que se recusam como criança a tomar doses maciças de amor.

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