Empáticos

Marcados por grilhões sentimentais. Ilhados espalhados por montanhas de estimas e achismos, melosos e palpáveis. Sempre tão acessíveis!

Não mais empáticos, não mais, não. Incapacitados de ver o outro com carinho de quem senti, sempre ausentes na hora do confronto por paz, sempre audazes fugitivos dos próprios medos, sempre. Desgastados que não entendem o outro lado. Confusos com os próprios argumentos, sopram ventos nas velas do desespero moral.

Gerados hoje, fortes, intocáveis, inamáveis. Tão prudentes, equilibrados e idiotas. Tão poéticos, chorosos, cantantes, tão errantes.

Erros nossos cometidos com a razão do perdão que não damos a ninguém, temos, para ser alguém, que ser outros também.

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