Iludida

Era entre os tipos de flores, cravos para campo ou as clássicas rosas para o então matrimonialismo a ser realizado. Dia a pós dia, repassava incontestadamente a perfeição de uma união que deveria se tonar o evento da sua vida. Tomada por toda a dificultosa atribuição da noiva, materializa em pequenos detalhes os suspiros a serem retirados dos então convidados presente “testemunhosos” da união, iludida estava.

Cheia de uma esperança desenhada em sucessos conjugais pintados com folclóricos atos piegas e funcionais a cinquenta anos atrás, conta as horas com tristeza enquanto observa silenciosa um casal aos beijos no café ao estilo parisiense. Observa o jeito que ele olha as curvas entre o pescoço e mão que dela própria a alisa, observa a perna cruzada e a sandália de fita com os pés nus, vê com desejo a mordida dos lábios que limpam o bolo sobrado nos cantos, vê o sexo entre cada gesto. Sente ela que ele a ama como diz que a ama também. Traída, iludida sempre esteve!

Related Posts

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *