Insegura

Era o canto esquerdo do ônibus, o lado mais atingido pelo ar gélido do condicionador. Ela sentada, desfrutava do diferente vestido anormal ao cotidiano blazer costumeiro. Ouvia as conversas machista e sentia os balanço do transporte. Pensativa, reclamava e se perguntava para onde iam os imposto que não contribuíam num melhor apetrecho urbanístico.

Olhando fixo os olhares de desejo, os mesmo que a despiam, tremula ao julgamento moral, não se manifestava como vítima. Sucinta e puxando o vestido jeitoso e esperto a despi-la, cuidava da vida enquanto se questionava ser adequado o que vestia. Toda a carga queijosa pedia mudanças para manter plena a sanidade, um simples corte de cabelo ou o então escolhido vestuário, já era suficiente para explorar novos ares de inveja feminina.

Por todo o trajeto, incluindo a espera e caminha até o ônibus, insegura. Até o ponto de destino, a porta do transporte e o primeiro degrau, duvidosa. – Hoje você está linda, mais do que de costume! – Diz a sempre também passageira da primeira poltrona. Desce então, modificada e plena de estar perfeita para ser tudo que ela quer, chega ao destino.

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