No canto da estrada

Ele tinha por volta dos setenta, essa era a idade que eu supunha ver estampado no cansaço que só dele exalava. Era pura dor de vida! Suado, marcado com os cantos das unhas sujas, me contava que o sucesso cansa e as vezes não se alcança. Eu observador, ouvia um conselho dado a quem sofria a agonia de um carro quebrado na estrada. Mágico da psicologia cotidiana, dava de graça o que bem pago seria para qualquer humilde.

– Nunca, na beira da estrada, esperando ajuda, deixe de empurrar o carro. As pessoas gostam de ajudar quem está fazendo o máximo que pode.

Eu, que sempre almejo ser ajudado, estou fazendo o máximo que posso ou estou parado esperando o próximo carro passar?

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