Novos velhos

Identificados em meio a multidão de normais espectadores dos ardores de sempre. Serenos revoltos adornados de uma sabedoria dolorosamente desenvolvida pelas camadas densas do tempo cotidiano. Os “novos velhos que não sabem a idade” e os “novos velhos que pela pouca idade, sabem de mais”, são nossos novos, são nossos velhos.

Poetas do silêncio que cala o julgamento. Escritores de frases sangrentas ou sedentas de amor. Espíritos embalados em disfarces geniais, os que escondem no jovem o maduro, os que afloram nos velhos os exemplos de “viver”.

Cada dia mais irreconhecíveis esses invisíveis humanos que nunca se mantem na margem do tempo, mas que sempre surfam na hora exata da vida.

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