O que ouvimos em silêncio?

Desertos, mares, florestas e vastos campos de culpa. Que sons ouvimos quando a ostentação e a auto promoção se cala? Que cacofonia ritmamos nas obrigações que não cumprimos? Quais medos guardamos e quais medos sentimos?

Assustosos silêncios separatistas esses que evitamos. Massantes achismos criados a exemplos da exploração dos nossos conhecimentos. Eruditos idiotas que não toleram a si. Idealistas utópicos que veneram a quantidade de vezes que abafam-se a descoberta do quão vazios são. Tenebrosos sons que o silêncio faz achamos. Não?

Habitando a solidão com moradia fixa. Monocromática, racionalista, limpa e visceral. Já escrita por Vivaldi nas estações. Ao silêncio que temos, exaltamos o que não ouvimos em nossas rasões, silêncios nossos só sonorizam o que realmente somos, e por isso, em silêncio nunca estamos ou deixamos estar. Só barulhos fazem aqueles que o silêncio fere. Só barulhos justificam os nossos fracassos.

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