Reclamões

Fugitivos dos motivos, desculpados dos acasos que causamos, certos dos erros que entregamos para que outros se sintam mal, patéticos declamadores do jeito nosso de fazer o certo, auto decretados inocentes e inconformados com as culpas que só cabem ao causador. Reclamões cheios de intenções só nossas.

Oriundos do perfeito, vivendo a despeito de tudo que a vida oferece, resplandecentes do que só nossa razão mantem. Indignados com qualquer coisa, perdidos achados em erros alheios, decrépitos podres de verdades apontadas pela cronologia que nos favorece. Desgastados sobreviventes.

E então, até que nos sintamos melhor, apenas lubrificantes da discórdia do mundo. Para uns, solucionadores, para outros, visionários do mau que só eles veem.

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