A sombra do encanto

E então, fugir para qual canto?

E do medo do excepcionalmente perfeito momento. Aquele instante talento de temer o que só de ver arrepia. Ao encantado, resta o fardo de viver a tremula insinuação da plena satisfação.

O encanto sega. Ao iniciante, mostra a instante do começar sem temer as dores do pós. Ao experiente, o ácido sabor amardo do medo ardo-o da dúvida sem fim do erro repetido. O encantado sofre.

Do encanto, sobra o canto da paz que temos entre o medo e a razão. Para o encantado, tudo de mais sagrado está no vasto manto que cobre os problemas e solta as algemas do melhor em nós.

Estar encantado, é anestesiar a vida com realidade inventada, ser a projeção mais bonita do melhor a ser para tudo que nos inspira.

Related Posts

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *