Treinado a ver sem olhar

Todos soldados, atravessadores de desafios impossíveis, julgados novatos por toda a vida onde a vida munda as regras que não sabemos ver.

Sempre ligados aos sentimentos, que cheiramos, que ouvimos, que colorados ardem. Sempre atentos a presenciarmos o fracasso estampados nos julgamentos que supomos encontrados erros. Sem olhar, vemos.

Treinados arduamente aos detalhes vistos subjetivamente, eles erram, mentem, roubam, sugam, choram. Visuais como crianças, opacas imagens surgem diante a desejos que temos e não podemos. Maquiados, bem vestidos, sorridentes, praianos, viajantes, descansando os pés e filmando os cachorros que só esperam comida ou o lançar das câmeras a serem buscadas por eles. Tão previsíveis os visíveis vazios. Tão!

Enquanto esperamos, treinamos ver o que queremos sem olhar o que somos de verdade. Tão na cara. Tão coloridas essas imagens são. Tão!

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