Um ensaio sobre a colher

 

O quão simples é falar de coisa simples?

Sugestivos motivos imensos os que nos incapacitam poetizar pequenas coisas. Grandes coisas, estas sempre bem entrelaçadas em histórias incrivelmente máximas. Humanos ostentadores de momentos sutilmente inventados. Somos ou seremos!

Mas, minha colher, descrevo eu muito bem. Sei muito dela para pouco lembrar o que dizer. Saber pouco é dizer muito sobre nada. De minha colher, conheço muito.

De ferro ou qualquer metal, não faz parte entender o que é feito para o feito de ser colher. Da minha colher, conheço bem o que ela é. Se de metal ou de papel, minha colher é só tudo que preciso para fazer o que ela faz. Mas, de colher, eu falo muito.

Das coisas simples que geralmente não precisamos falar, eu falo mais. Das vezes fáceis em que tive que me calar, eram as coisas simples que me embrulhavam. Somos histórias primitivas contadas da forma mais complexa que existe. E convenhamos, que de colher, ao contrario que nós, ninguém quer inventar nada. Não é?!

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