Universais

Tão separados pelos dialetos e desafetos da vida. Tão coesos em juntar métodos comuns separatistas e pessimistas. Tão bons em coisas imprestáveis. Tão eficientes em ilustrar as diferenças.

Em dias de preconceito, seleções de cupas atribuídas a atribuições que não causam nada. Juntadores de fatores estatísticos que dizem que a cor une a causa. Baboseira de gente pequena, limitada, controlada, ilhada. Gente coitada.

O que faremos quando descobrimos que os diferentes são iguais. Como explicaremos que somos todos universais. Como animais, nascemos, crescemos, morremos. Como amores, amamos e sobrevivemos. Dores que doem iguais nos mortais e imortais. Pessoas comuns certas de serem incomuns. Iguais aparatados de uma certeza particular, serem únicos. Tão perdidos, tão feridos.

Como explicar que toda a diferença que existe foi criada para tonar correto o jeito errado de concertar o mundo? Jeito imundo! Que então o poeta escreva os diferentes cheiros da rosa, que explique por que o amor não escolhe alvos e a saudade não tem relógio, espero ler num poema que o mundo encontrou os direitos iguais nos prazeres baratos que dividimos entre todas as nossas maldades, vaidades e motivos particulares para sermos exatamente o que não precisamos.

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